A Loucura resolveu convidar os amigos para tomar um café em sua casa.
Todos os convidados foram. Após o café perguntou.
Vamos brincar às escondidas? Escondidas? O que é isso? - perguntou a Curiosidade. Escondidas é uma brincadeira. Eu conto até cem e vocês escondem-se. Ao terminar de contar, eu vou procurar-vos e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar.
Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça. 1,2,3,... - a Loucura começou a contar.
A Pressa escondeu-se primeiro, num lugar qualquer. A Timidez, como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore. A Alegria correu para o meio do jardim. Já a Tristeza começou a chorar, pois não encontrava um local apropriado para se esconder. A Inveja acompanhou o Triunfo e escondeu-se perto dele debaixo de uma pedra. A Loucura continuava a contar enquanto os seus amigos se iam escondendo. O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava no noventa e nove.
CEM! - gritou a Loucura. - Vou começar a procurar...
A primeira a aparecer foi a Curiosidade, já que não aguentava não saber quem seria o próximo a contar. Ao olhar para o Loucura viu a Dívida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados ficar para melhor se esconder. E assim foram aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez... Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou: - Onde está o Amor?
Ninguém o tinha visto. A Loucura começou a procurá-lo. Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do Amor aparecer.
Procurando por todos os lados, a Loucura viu uma roseira, pegou um pauzinho e começou a procurar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito.
Era o Amor, gritando por ter furado o olho com um espinho. A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu segui-lo para sempre. O Amor aceitou as desculpas.
Hoje, o Amor é cego e a Loucura acompanha-o sempre.
ACÉFALOS No mês passado, um juiz em algures, devidamente identificado, autorizou o aborto de um feto sem cérebro. Da mesma maneira, um doente cujo corpo ainda funciona, mas já não apresenta actividade cerebral, pode ter desligados os aparelhos que o mantém vivo. Daí, podemos deduzir que o que caracteriza a presença de vida num organismo é a massa cinzenta que carregamos dentro do crânio.
Posto isso, gostaria de apresentar uma proposta. Sugiro serviço cívico (tratar durante 40 horas seguidas) para crianças não desejadas, aos burros, idiotas e outros do género. Esses que nunca apresentaram qualquer actividade cerebral. Essa gente que desfila pelos escritórios, canta pelas rádios, apresenta programas de TV, elege Presidentes e dirige equipas de futebol, organiza grupos fantoches para o NÃO, os que chamam pelo Ambrósio, e vão ABORTAR a ESPANHA ou à Praça da dita. E ainda mais o que a vossa imaginação vos oferecer dizer.